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I wanna wake up in that city That doesn't sleep (NYC)

New York City: era um sonho fazer esta viagem e só podia ser feita com alguém que partilhasse esse sonho e que soubesse aproveitar comigo, nada melhor do que aquela que me ensinou a sonhar: a minha mãe!

Viagem-de-mãe-e-filha é das melhores recordações que se pode criar: Viver aventuras juntas em NYC foi marcante: rir, ultrapassar os desafios da língua, rir ainda mais com isso perder-se… E nessa desorientação encontrar um bairro ainda mais giro do que na orientação. Perder a cabeça: perder a cabeça nos museus, nas comprar (#SóMesmoParaMãeEFilha) e claro, ou não seriamos nós: perder a cabeça na loja dos chocolates.


Mas o melhor destas viagens é ter tempo para as duas, falar de coisas importantes e coisas menos importantes, relembrar os antepassados e as suas aventuras nas mesmas terras americanas…ser mãe e filha e ser filha e mãe na Big Apple! Um dia disseram-me que "A viagem a NYC só pode ser feita com uma grande amiga!" e quem é a minha grande amiga? Isso inspirou-nos e acabámos o ano de 2018 com o propósito de ir na Primavera à cidade que nunca dorme, primavera parecia-nos bem (até apanhava o dia da mãe (no calendário civil)). Sim realizei um dos propósitos do fim-do-ano >>> é possível!

Este blog é um blog de comida, mas perdoe-me, não me vou conseguir limitar ao tema do garfo & faca, afinal estamos a falar de N-Y-C.


NYC mudou a minha maneira de pensar, acho que isso é a grande vantagem das viagens o que tu aprendes, o que tu ganhas e como tu mudas.... Há uma ruptura na tua cultura, entendi as músicas americanas, os cowboys, entendi o American dream, entendi o Self Made Man, entendi o patriotismo, o orgulho nacional e as bandeiras na janela... sim, há motivos para isso, meter a mão no peito enquanto se ouve o hino Nacional, sim, é uma cidade do caraças (e eu gostava, e quero, também sentir isso pelo meu país, mesmo quando ganha a gerigonça)!

Essa gratidão que se vê aos bombeiros, à polícia, aos militares, é orgulho e é bonito! Vi um 11/9 diferente que me rasgou, que me magoou enquanto ocidental, enquanto mulher democrática numa civilização liberal…mas vi como um povo se ergueu mais forte, mais unido, mais povo depois de um atentado ao coração da cidade #Faith! Sim, ser grata pelos militares e pela polícia que me fizeram sentir mais segura, como nunca me senti tão segura, apesar de enormidade da cidade. NYC abriu-me a visão a um multiculturalismo, deu-me um lado bom da integração social, mas também me chamou a atenção à pobreza urbana e como é fácil iludirmo-nos com o materialismo.

Roteiro:

Vamos falar da Broadway? O nosso hotel ficava ao lado da Time Square, e ficámos de tal maneira entusiasmadas pela Broadway - há qualquer coisa ali de fascinante - e todas as noites fazíamos questão de lá ir, era como um digestivo, encontrávamos um certo prazer naquela confusão (é possível!!!!)

(Tenho uma mania, quando viajo compro um quadro, um poster, um postal ou até uma pintura para levar para casa, que me faça viajar outra vez! Em NYC encontrei várias capas singulares da New Yorker, mas o ex-libris veio do The MET, e foi uma fotografia de Rudy Burckhardt, fotógrafo americano suíço, advinham o que foi? Times Square, a foto é de 1948 e chama-se Times Square Dusk - Ver Aqui)


The MET. Talvez tenha sido um dos melhores museus que visitei (em primeiro lugar mantém-se o Museu do Vaticano), houvesse mais vidas para poder lá ir e poder apreciar, digerir devagarinho, incrível (Onde está o meu amigo Caravaggio).

O American Museum of Natural History, fez que nunca mais o filme Night at the Museum com o Ben Stiller fosse a mesma coisa. Se na minha adolescência me apaixonei por Frank Lloyd Wright depois de ir ao The Guggenheim Museum, confirmei essa paixão (#GelatinaÉsTu). Passear nos jardins do MoMa e ver como a arte moderna pode ser a coisa mais estranha-do-mundo (mas será que sou a única a não ver beleza num boneco de neve dentro de uma caixa frigorífica? Para mim um desperdício de energia para outros arte, talvez seja eu a incompreendida e não o artista). Sim, o Central Park é como nos filmes do "Sozinho em Casa"! E concretizei o sonho de beber um Starbucks enquanto passeava na 5th Avenue (só não chamei o táxi)! O Neo-Barroco que rasga a paisagem citadina St. Patrick's Old Cathedral, que no meio de tanta riqueza, do Wall Street, do consumismo grita "Tu és pó e ao pó hás-de voltar". Passar pelo Rockefeller Center e claro Trump Tower e sentir-se pequenina! Brooklyn, atravessar a ponte é obrigatório! High Line ficar fã da cidade do ferro nos seus bairros peculiares.... Pegar o touro do escultor Arturo di Modica no Wall Street, afinal eu sou da Ilha Terceira, eu sou aquela menina sem medo. Chinatown, Little Italy, NoHo e SoHo... estou apaixonada! 💖 NYC não tem como descrever aqui. Desculpem.

>>> Obrigada, mãe, por me mostrares como NYC é tão bonita, acho que a companhia na viagem dá mais beleza ao país de chegada.



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